Saúde
O que é Varíola dos Macacos: tudo que se sabe até agora
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Um dos assuntos que está em evidência em todo o mundo é o aumento de casos da doença conhecida como Varíola dos Macacos. Trata-se de um problema sanitário com potencial epidemiológico, que tem causado preocupações em órgãos de saúde.
Nesse contexto, a Organização Mundial de Saúde declarou, em julho de 2022, que a doença se tornou uma emergência internacional de saúde. Um alerta para a necessidade de conhecimento e cuidados para evitar situações mais sérias.
Mas afinal, o que é a Varíola dos Macacos e o que se sabe até o momento? Continue lendo este post e entenda mais sobre essa doença, como ela surgiu, os sintomas e como se proteger! Boa leitura!
O que é a Varíola dos Macacos?
A Varíola dos Macacos é uma zoonose viral, ou seja, doença transmitida aos humanos pelos animais e que também é transmissível entre pessoas. O vírus causador é o Monkeypox, que surgiu na África e se disseminou em outros países.
O vírus foi identificado inicialmente em roedores e macacos, o que acabou levando ao nome popular da doença. No entanto, é importante salientar que os animais também são vítimas do contágio e não reservatórios do vírus ou geradores da doença.
Em vista disso, a Varíola dos Macacos é semelhante à Varíola comum, mas considerada mais rara e com uma menor taxa de mortalidade. Apesar disso, com o aumento de casos no mundo, a doença despertou atenções em relação ao risco epidemiológico.
Segundo o Ministério da Saúde, até agosto de 2022 foram registrados 3,7 mil casos confirmados de Varíola dos Macacos — números que colocam o Brasil entre os 10 países com a maior incidência da doença.
Ainda de acordo com os dados epidemiológicos no Brasil, o perfil dos casos é este:
- 95% atingiram o sexo masculino;
- Idade média de infectados é de 35 anos;
- Apenas 0,8% dos casos são de crianças entre 1 e 4 anos;
- 3.555 casos suspeitos.
Como a Varíola dos Macacos surgiu?
O vírus Monkeypox foi identificado pela primeira vez nos macacos, após estudos em um laboratório na Dinamarca, em 1958. Em 1970, foi registrado o primeiro caso em humanos, em uma criança de 9 anos que vivia na República Democrática do Congo.
Inicialmente, o vírus era endêmico dos países da África central e Ocidental, porém, com o tempo, se espalhou para outras nações. Em 2003, surtos da Varíola dos Macacos foram notados em locais fora do continente africano.
Como o contágio da doença acontece?
A Varíola dos Macacos é uma doença infecciosa, ou seja, é transmitida no contato entre pessoas.
Nesse contexto, a transmissão pode acontecer de forma direta ou indireta, principalmente no contato com fluidos corporais de pessoas infectadas. Por isso, tem potencial para atingir a sociedade de forma abrangente e levar a epidemias.
Assim, o contágio do vírus Monkeypox pode ocorrer nas seguintes circunstâncias:
- Secreções respiratórias, como a fala, tosse e espirro;
- Contato direto com as erupções cutâneas de pessoas infectadas;
- Contato com objetos de uso pessoal de indivíduos infectados;
- Contato com secreções, carne ou sangue de animais infectados.
- Transmissão da mãe para o bebê, na placenta ou no momento do parto.
Todas essas situações são muito comuns no dia a dia e, por isso, é imprescindível ter atenção especial e cuidados preventivos. Afinal, o vírus pode passar de pessoa para pessoa de forma simples e elevar os níveis de contágio em uma região.
Quais são os sintomas da doença?
A manifestação dos sintomas da Varíola dos Macacos pode acontecer até 21 dias após o contágio. Isso ocorre devido ao período de incubação do vírus, que também depende de particularidades de cada paciente, como histórico e imunidade.
Contudo, depois desse processo, a pessoa começa a notar alguns sinais, que geralmente são os seguintes:
- lesões na pele;
- calafrios;
- cansaço;
- dor de cabeça;
- dor muscular;
- dor na garganta;
- febre alta;
- mal-estar.
Entretanto, muitos dos sintomas são comuns e semelhantes aos de outras doenças, por isso, o sinal mais específico são as lesões na pele. Elas costumam surgir nas extremidades, como braços e pernas, além do rosto e na área da genitália.
Tais erupções cutâneas estão presentes em 71% dos casos e, no início, são semelhantes a espinhas, evoluindo para bolhas avermelhadas. O desenvolvimento é progressivo, e elas ganham volume e se espalham por diversas partes do corpo.
Nesse sentido, ao notar que alguns desses sintomas estão presentes e evoluindo, é essencial procurar assistência médica para um diagnóstico preciso. Além de receber orientações para amenizar o quadro e evitar a transmissão para outras pessoas.
Existe tratamento para a Varíola dos Macacos?
O tratamento para a Varíola dos Macacos é simples na maioria dos casos, visto que os sintomas costumam passar de forma natural após 21 dias. No entanto, os médicos podem indicar medicamentos para reduzir a intensidade dos sinais.
Desse modo, o diagnóstico é realizado por testes de PCR após a avaliação clínica e histórico de saúde do paciente. A partir dessa análise e dos resultados do exame, o profissional prescreve o tratamento e as orientações para preservar a saúde do paciente.
Pessoas com algum tipo de comorbidade devem ter atenção especial e procurar uma consulta nos sinais iniciais. Afinal, é necessário uma verificação para saber se será preciso algum tipo de tratamento exclusivo para evitar a progressão da doença.
Em todos os casos, é natural e muito importante a recomendação para que a pessoa infectada permaneça em isolamento durante um período. Essa medida é crucial para evitar a transmissão para outras pessoas e causar um cenário ainda mais sério.
Como se prevenir da Varíola dos Macacos?
A prevenção é uma medida relevante para evitar situações que colocam a saúde e o bem-estar em risco. Por esse motivo, deve ser algo que faz parte da rotina de qualquer pessoa, pois contribui para a promover a qualidade de vida.
Algumas medidas são indispensáveis para evitar o contágio, pois, mesmo sendo uma doença de baixa letalidade, é ideal evitar o desenvolvimento de sintomas intensos e preservar outras pessoas.
Nesse sentido, para prevenir a doença, é importante ter atenção aos seguintes pontos:
- Realizar a higienização frequente das mãos;
- Usar máscara em locais públicos;
- Praticar o distanciamento social;
- Evitar o contato com pessoas infectadas;
- Evitar usar objetos pessoais de outras pessoas.
No Brasil, ainda não há vacina específica para a Varíola dos Macacos, porém, a imunização contra a Varíola comum é importante para a prevenção. Sendo assim, certifique-se que suas vacinas estão em dia para reforçar a imunidade e reduzir riscos.
A Varíola dos Macacos é uma doença infecciosa e que está causando surtos em diversas regiões. Por isso, não deixe de adotar o autocuidado e se proteger para preservar a sua saúde e a de todos que convivem com você.
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