Publicada em 19/05/2017 às 09:37

Novidades sobre a dieta do mediterrâneo

O padrão alimentar denominado de dieta do mediterrâneo tem sido um assunto recorrente na literatura científica e leiga dos últimos anos.

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O padrão alimentar denominado de dieta do mediterrâneo tem sido um assunto recorrente na literatura científica e leiga dos últimos anos. Isso se deve à grande quantidade de pesquisas que estão sendo desenvolvidas e que analisam os efeitos deste padrão alimentar sobre diferentes aspectos da saúde e bem-estar das pessoas.

A dieta do mediterrâneo é caracterizada pelo uso do óleo de oliva como principal gordura da alimentação associado a um alto consumo de frutas, nozes, vegetais, leguminosas e cereais integrais. Inclui ainda um consumo moderado de peixes e frutos do mar e um baixo consumo de carne vermelha e derivados do leite.

Pesquisas prévias demonstram que a dieta do mediterrâneo têm efeitos positivos sobre a saúde, diminuindo a formação de placas de aterosclerose nas carótidas, melhorando a função cognitiva, reduzindo eventos cardiovasculares e o desenvolvimento de diabete tipo II.

Novos resultados publicados online recentemente na revista científica Diabetes Care acrescentam um novo efeito positivo da dieta do mediterrâneo. A aderência à dieta produziu uma redução nas concentrações de lipídeos e glicose no sangue em pacientes que possuem um risco genético de desenvolver diabete tipo II e doenças cardiovasculares, incluindo acidente vascular cerebral (AVC, derrame cerebral). Pessoas com uma variação genética chamada de Polimorfismo do fator de transcrição 7 (TCF7L2) são mais suscetíveis a estas doenças e se beneficiariam com a dieta do mediterrâneo.

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O estudo analisou mais de 8000 pessoas identificando as que possuíam a variação genética (14% eram homozigotos – ou seja, carregavam as duas cópias da variante). Estas pessoas foram divididas em dois grupos em que um recebia a dieta do mediterrâneo e o outro grupo, chamado de controle, que recebia dieta com baixo teor de gordura. Os indivíduos foram acompanhados por quase cinco anos.

Talvez o aspecto mais promissor deste trabalho resida na possibilidade de uma suscetibilidade genética a um maior risco de doença (tido como um fator não modificável), poder ser minimizada por um fator modificável simples como a dieta, caracterizando uma significante interação dieta-genes.

Autor: Dr. Gilberto Sanvitto
Fonte:  ABC da Saúde

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