Publicada em 16/05/2017 às 10:23

Mato Grosso: Grampos foram feitos em 2014 e 2015

Interceptações clandestinas feitas por policiais militares começaram no governo Silval Barbosa, em outubro de 2014 e foram até agosto de 2015.

 

Resultado de imagem para Grampos em mtAs interceptações telefônicas que foram realizadas de maneira clandestina de dentro do comando da Policia Militar de Mato Grosso por policiais próximos ao alto escalão do Palácio Paiaguás, iniciaram ainda no governo Silval Barbosa (PMDB) em outubro de 2014 e foram até o mês de agosto de 2015.

Neste período, além da deputada Janaina Riva (PMDB), o advogado José Patrocínio e o jornalista José Marcondes, o “Muvuca”, foram grampeados Kely Arcanjo Ribeiro Zen, filha do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, o advogado e assessor do desembargador Marcos Machado, Batilde Jorge Moraes Abdalla, o vereador de Cuiabá e atual secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, vereador licenciado Vinicyus Hugueney (PP) e o desembargador aposentado José Ferreira Leite.

 

PABLO RODRIGO/Da Reportagem

Ainda constam na lista os nomes de Tatiane Sangalli, que foi grampeada em meses distintos e é apontada como suposta ex-amante de Paulo Taques, o assessor do deputado estadual Wagner Ramos (PSD), Eduardo Gomes Silva Filho, um assessor especial da secretaria estadual de Educação (Seduc), Romeu Rodrigues da Silva e um assessor do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), Kembelle Amilkar.

A jornalista que trabalha na assessoria da Policia Militar, Larissa Malheiros e um assessor do vereador Adevair Cabral (PSDB), também constam na lista, que em tese seria de números telefônicos de possíveis traficantes em Mato Grosso.

Os nomes de cinco médicos de Mato Grosso também aparecem entres os supostos alvos das escutas. São eles: Sergio Dezanetti, Luciano Florisbelo da Silva, Paullineli Fraga Martins, Helio Ferreira de Lima Junior e Hugo Miguel Viegas Coelho.

Professoras e Policiais Militares também foram alvos dos grampos ilegais.

O documento faz parte da denúncia encaminhada à Procuradoria Geral da República (PRG) que já abriu uma investigação interna que está em segredo de justiça.

O pedido para a quebra do sigilo telefônico dessa lista teria sido solicitado pelo cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, que atualmente vem atuando dentro da Casa Militar.

Correa Junior atuava no Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e foi encaminhado para a pasta em junho de 2016.

A Casa Militar atualmente é comandado pelo coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco, que foi diretor de Inteligência e Operações do Gaeco no mesmo período em que Gerson foi cedido ao grupo de investigação.

O pedido de interceptações foi concedido pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, que teria sido induzido ao erro pela prática conhecida como “barriga de aluguel”, quando são inseridos números telefônicos de pessoas não investigadas na lista de investigados.

O governador Pedro Taques (PSDB) nega que tenha tido conhecimento dos fatos e determinou ao secretário de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, que investigue os fatos. Jarbas já solicitou o fim do termo de cooperação entre a Sesp e o Gaeco na utilização do sistema “guardião”, responsável pelas escutas telefônicas.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA - O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ), desembargador Rui Ramos, decidiu abrir um procedimento de investigação sigilosa sobre os grampos clandestinos no Estado. A determinação ocorreu após a reportagem do Fantástico e divulgação da lista das vítimas que contém o assessor do desembargador Marcos Machado, Batilde Jorge Moraes Abdalla e o desembargador aposentado José Ferreira Leite. Ramos ainda disse que as escutas ilegais não teve nenhuma participação do Poder Judiciário. “Se houve alguma fraude não é de atribuição de nenhum magistrado. Isso veio de fonte própria, que normalmente é do Ministério Público ou preparado pelas autoridades policiais”, afirma.

 

Matéria do Fantástico Sobre Esquema de grampos

Autor: diariodecuiaba.com.br
Fonte: diariodecuiaba.com.br

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