Comer, transar, dormir e cuidar da filha são as coisas que mais gosta de fazer

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omingo, meio-dia. Deborah Secco chega do parquinho com Maria Flor, de 2 anos e 7 meses – que está encantadora fantasiada de Elsa, do filme Frozen – e dá de cara com a reportagem de QUEM na sala de sua cobertura na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. “Cheguei atrasada? Estava lá embaixo brincando com as crianças. Convidei todas para um lanchinho aqui em casa mais tarde”, conta a atriz, pedindo para a filha cantar Let It Go, música-tema da animação da Disney, e imitar a rainha de Arendelle. “Tempestade vem! O frio não vai mesmo me incomodar!”, canta a menininha, cheia de desenvoltura, deixando a mãe e o pai, o ator baiano Hugo Moura, com os olhos brilhando de orgulho.

À vontade, Deborah conversa com o maquiador e amigo, Lucas Vieira, e conta que está apaixonada por sua nova terapeuta. “Ela é maravilhosa! Indico para todo mundo. Se quiser depois te passo o contato”, diz ela, que, para otimizar o tempo antes do ensaio de fotos, pede para ser entrevistada enquanto é maquiada. “Faz um ano que encontrei essa terapeuta que mudou a minha vida. Antes dela, tinha feito terapia durante 14 anos com a mesma pessoa. Mas ela faleceu e fiquei órfã. Para mim é muito importante. Todo mundo devia fazer”, argumenta.

Enquanto é entrevistada e maquiada, Deborah pede para servirem seu almoço. “Estou com fome!”, diz ela, que, sem perceber, incorporou o sotaque da baiana Karola, vilã que interpreta em Segundo Sol. “Faço o sotaque da minha sogra (Márcia Moura Sant’anna), exatamente igual, sem tirar nem pôr. Me inspirei totalmente nela! O ‘ruruzinho’, como a Karola chama o Valentim (Danilo Mesquita), é a forma que ela chama Hugo”, afirma, enquanto devora um pratão de estrogonofe, arroz branco e batata palha. Na mesma mesa, Hugo senta com um prato mais light, com salada e grelhado. “O Hugo come tudo. Aliás, ele não come nada (risos). Só come essas coisas saudáveis. Ele perdeu oito quilos desde o primeiro capítulo da novela”, entrega a atriz, visivelmente feliz por trabalhar pela primeira vez com o marido, que interpreta o garoto de programa Robinho na novela das 9.

Com a segurança de quem começou a atuar aos 8 anos, Deborah – hoje com 38 –, não tem medo de falar demais. Pelo contrário. Sem cerimônias, ela fala de tudo: casamento, sexo, maternidade, depressão, feminismo, carreira, futuro. Mas fica evidente que os temas que mais a comovem são: Maria Flor e Hugo. “Ele é um cara que é pai, que comprou esse barulho da família, que é o meu marido, o chefe da família, o dono da casa, que divide comigo as decisões e as responsabilidades igualmente. O Hugo é um cara muito diferenciado. Nunca imaginei que pudesse existir um cara de 27 anos como ele”, derrete-se.

Renascimento

“A maternidade é particular para cada pessoa. É um mundo diferente. Aquela vida que tinha antes da Maria em nada lembra essa vida que tenho hoje. É quase que um renascimento. Não sei se para todo mundo é assim, mas para mim é outra vida! É uma vida antes e outra depois da Maria. Nem gosto das mesmas coisas, gosto de tudo diferente. Não gostava de salgado, por exemplo, agora só gosto de salgado. Gostava de doce e agora não gosto mais. Gostava do meu marido, agora o amo, idolatro. Hoje amo o Hugo, meu marido, e amo o Hugo, pai da minha filha. Passei a admirá-lo enormemente mais. Vejo o que ele faz por ela, por mim e pela nossa família. É quase enlouquecedor o amor que sinto por ele, porque é como se fosse a base de tudo que deu certo. Outro dia até falei para ele: ‘não sei se você sabe, mas essa mulher que sou hoje só existe graças a você’. Tudo o que tenho e sou hoje não existiria se não fosse por ele. Ele é o cimento que deu segurança para que a gente construísse tudo isso”.

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